14.12.2012
O pretinho básico de cada diaSabe aquele vestido preto perfeito que toda mulher tem pelo menos um em seu guarda-roupa? Então, a história dele é bem mais antiga do que podemos imaginar.
O que hoje em dia é tido como peça coringa clássico, o “Little Back Dress” deu um passeio pela história, escapando de designar apenas o mal e o luto para ser símbolo de status da emancipação feminina.
Vamos à história.
3050 à 300 a.c. – Os antigos egípcios costumavam usar uma peça preta para vestir os mortos. A cor representa Anúbis, o deus da morte. Então, as vestes pretas garantiam que o falecido ganharia uma passagem segura para a outra vida. (Creepy!)
400 à 700 d.c. – Durante a Idade Média ninguém se atrevia a usar qualquer peça preta, pois a cor representava a má fortuna, o mal e os demônios. As pessoas menos afortunadas vestiam preto para “avisar” a sociedade sobre sua condição. É da Idade Média também o advento da má reputação dos gatos pretos e corvos. (Ui!)
1360 à 1660 – Já na China Imperial, durante a dinastia Ming, as cores diziam muito sobre a classe social das pessoas. Por exemplo, plebeus não poderiam de modo algum usar cores vivas, embora o preto fosse designado apenas para a elite e realeza. (O que será que sobrou pra plebe, tons pastel?)
1500s – No período Elisabetano, algumas leis sancionadas que restringiam a ostentação das extravagâncias, o preto então teve sua popularização, por ir contra ao que era considerado ostensivo. Nesse período, além da popularização da cor, foi presenciado uma modernização na indústria têxtil, uma vez que os mais abastados passaram a usar tecidos ricamente tingidos de preto. (Meio contraditório, não?)
1880 – Agora no período Vitoriano, o preto realmente virou coisa séria, mas no quesito luto. As regras eram simples: vestidos preto e sem nenhum ornamento deveriam ser usados durante 1 ano e 1 dia. Depois, nos próximos 9 meses podia acrescer de seda preta, rendas e alguns ornamentos. (Preto até enjoar)
1926 – Enfim uma trégua para o nosso pretinho. Bastou um modelito assinado por mademoiselle Coco Chanel ir para nas páginas da revista Vogue para receber o status de peça mais chic do momento. (Sem esquecer as pérolas)
1950 – Nessa década, o New Look proposto por Christian Dior, revolucionou as formas da época, acinturando o modelito e dando a ele o comprimento midi. Grace Kelly e Elizabeth Taylor aprovaram.
1961 – Chegamos talvez a imagem mais icônica de um “Little Black Dress”. O Givenchy usado por Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo elevou o vestido preto ao patamar de peça mais elegante do guarda-roupa feminino, eternizando assim o nosso pretinho básico.
1980s – Os anos 80 e sua quebra de paradigmas tiraram o preto de seus status clássico para dar-lhe um shape amplo, decotes homéricos e suas clássicas ombreiras.
2000s – Sex and the City entra em cena para mostrar que o preto agora é o uniforme da mulher moderna, podendo variar do sexy ao profissional com a troca apenas de um sapato (viva Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte!!)
Atualmente – Hoje em dias as opções são muitas. Brilho, paetês, pastel, fluo, que o pretinho básico pode até ter saído um pouco de cena. Embora, magistralmente, Rei Kawakube e Yohji Yamamoto não deixem que isso aconteça de fato!
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Bruna Francino disse:
Santa Lolla também é cultura!! Amei a matéria.29.03.2013 - 11:29:44
04.12.2012
Leitura fashionNão dá para negar, 2012 foi o ano da literatura da moda.
E como o fim do ano está chegando, e com ele vem toda aquela história de gift guide, então nada melhor do que presentear um fashionista com uma boa leitura sobre moda, certo?
1. VOGUE – O Olho do Editor
(The Editor’s Eye – Conde Nast)
Esse é o livro que vem de encontro ao documentário produzido pela HBO. O livro traz entrevista com oito editoras da revista, revelando o estilo de trabalho de cada uma.
2. W: Os Primeiro 40 anos
(Stefano Tonchi e Christopher Bagley)
Uma retrospectiva dos 40 anos da revista, o livro traz as fotografias mais icônicas clicadas durante esses anos, bem como as citações e histórias mais importantes acontecidas nesses período.
3. As mentoras do Estilo
(The Style Mentors – Elyssa Dimant)
Um livro que investiga o perfil de 80 mulheres que mais inspiram o mundo da moda, de Brigitte Bardot à Chloe Sevigny.
4. Diana Vreeland
(Empress of Fashion – Amanda Mackenzie Stuart)
Uma bografia aprofundada da imperatriz da moda, que não retrata apenas a editora influente que Diana foi, mas conta também desde a infância até o começo da carreira. Para quem quer uma leitura inspiradora!
5. Grace, uma Memória
(Grace Coddington)
Nessa autobiografia, Grace Coddington relembra os tempos de modelo até suas interações com Anna Wintour. Um livro cheio de histórias reveladoras de uma das pessoas mais influentes no cenário da moda atual.
6. Alexander McQueen: Vida e Legado
(Judith Watt)
Um livro que apresenta as coleções de McQueen, desde sua graduação na Central Saint Martins até seu último desfile, revelando suas inspirações por detrás de cada trabalho.
7. Kate Moss
(Kate Moss)
Uma retrospectiva fotográfica da carreira da top model. Porque Kate Moss nunca é demais.
8. Lauren Conrad Beauty
(Lauren Conrad e Loehnen Elise)
Quem nunca aqui deu uma conferida no site da Lauren e desejou ser um pouco a garota loira de cabelos sempre bem alinhados? No livro Lauren divide seus segredos de beleza e, cá pra nós, a menina tem repertório para isso.
9. Advanced Style
(Ari Seth Cohen)
A trajetória do blog agora narrado em formato de livro. Inspirador do começo ao fim, o livro traz conselhos para chegar a melhor idade cheio de estilo, afinal é possível envelhecer com dignidade fashion. Quem aqui nunca quis ser Iris Apfel?
10. The Satorialist: Closer
(Scott Schuman)
Este segundo livro de Scott reúne as principais imagens de seu blog, o The Sartorialist, e vem com cerca de 40 imagens exclusivas, numa edição especial com capa dura.
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simone marques disse:
Amoooo!!!04.12.2012 - 19:59:46
29.08.2012
Arte Sustentável
O artista Yuken Teruya já possui destaque por suas obras de artes sempre feitas com materiais sustentáveis, a última e mais comentada foi a árvore recortada de uma pequena embalagem de nuggets da versão comemorativa das Olimpíadas do McDonald’s. Ele fez essa árvore apenas com uma tesoura e um pouco de cola! Alguém se habilita?!
Site: www.yukenteruyastudio.com
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28.08.2012
Os 50 melhores cafés da manhã do mundo.Dicas para inovar no café da manhã não vão faltar! Site britânico levantou ranking com os melhores cafés da manhã do mundo, com direito a foto a descrição! O Brasil apareceu por lá muito bem representado em décimo segundo lugar. Aprovado?
Para todos os gostos!
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27.08.2012
Folhas e recortesJá viram o trabalho do artista espanhol Lorenzo Duran? Conhecido por utilizar materiais diferentes para desenvolver suas obras, desta vez sobrou para as folhas, sim folhas. E não as de papel, as das árvores. Ao invés das tradicionais folhas de papel, Lorenzo utilizou folhas secas de plantas como base para fazer recortes superdetalhados. Resultado?! Um efeito incrivel, além de Ecológico.
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Maria Angelica Antonio de Campos disse:
Achei muito bonito e interessante este trabalho. Que imaginação e delicadeza parabens.28.08.2012 - 07:00:04






























